Coleção Passe na OAB 2ª fase: constitucional

Autor(es): Schwantes, Susanna
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7 capítulos

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PARTE I - FARMACOLOGIA GERAL

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PARTE

I

FARMACOLOGIA G ERAL

CAPÍTULO 1

1.

Natureza da Farmacologia

Conceitos: a. Composto químico: substância resultante da combinação de átomos ou moléculas de dois ou mais elementos químicos em proporções fixas. b. Organismo vivo: estrutura constituída por conjunto de órgãos. c. Droga: composto químico que promove ações clínicas a partir da interação com o organismo vivo. d. Medicamento: classificação dada à droga que provoca efeito benéfico como resultado da interação com o organismo vivo. e. Tóxico: classificação dada à droga que provoca efeito nocivo como resultado da interação com o organismo vivo. f. Fármaco: i.

Sentido amplo: substância de uso terapêutico, veneno, feitiço e influência sobrenatural ou mística.

ii.

Sentido restrito: substância de estrutura química conhecida e definida, constituída de propriedades terapêuticas.

g. Medicamento: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. h. Remédio: qualquer metodologia empregada para o tratamento do doente. Coloquialmente é utilizado como sinônimo de medicamento.

 

PARTE II - FARMACOCINÉTICA

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PARTE

II

FARMACOCINÉTICA

CAPÍTULO 1

Introdução à Farmacocinética

1.

Definição: movimentação da droga pelo organismo.

2.

Objetivo: prever os efeitos de uma droga. Fornecer base para prescrição médica.

3.

Objeto de estudo: cronologia dos processos de administração, absorção, distribuição, biotransformação e excreção das drogas.

4.

Ferramentas empregadas: modelos matemáticos que envolvem a concentração das drogas e de seus metabólitos em diferentes fluidos, tecidos e excreções do organismo vivo.

5.

Parâmetros farmacocinéticos: clearence, meia-vida, volume de distribuição e biodisponibilidade.

6.

Fatores que influenciam: forma farmacêutica, via de administração, dose, frequência de administração, eliminação e tempo de observação.

7.

Conceitos:

7.1. Biodisponibilidade: envolve a etapa de absorção e pode ser relacionada

à porcentagem da dose de um fármaco que chega ao local de ação.

Leva em consideração metabolismo hepático de primeira passagem e excreção biliar que podem ocorrer antes que o fármaco chegue ao local de ação (normalmente por via oral).

 

PARTE III - FARMACODINÂMICA

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TIPOS DE AÇÃO (segundo Krantz e Carr)

Aumenta a atividade de células especializadas.

Ex.: glândulas sudoríparas

Sudorese

Depressão

Redução seletiva da atividade de células especializadas.

Ex.: benzodiazepínicos

Hipnótico

Irritação

Lesão em tecidos, normalmente pouco especializados.

Ex.: antraquinonas

Laxativo

Estimulação

4.

EFEITO

Reposição

Reposição de níveis de compostos endógenos

Ex.: Insulina

Hipoglicemiante

Citotóxica

Ação tóxica em células invasoras ou cancerígenas.

Ex.: taxol

Quimioterápico

Variações: tanto a forma de ação quanto os efeitos (tipo e intensidades) são bastante variáveis de indivíduo para indivíduo, assim como de droga para droga. Esta variação decorre de fatores: a. Cinéticos. b. Culturais (ex.: religião). c. Ambientais (ex.: tabagismo e estresse). d. Genéticos (ex.: idade, peso, enzimas etc.). e. Dinâmicos.

IMPORTANTE

A exceção da terapia gênica (moderna), as drogas não criam novas funções no organismo, apenas alteram aquelas preexistentes.

5.

Receptor: usualmente descreve o componente do organismo alvo de interação com o fármaco. A maioria é de constituição proteica.

 

PARTE IV - BASES FISIOLÓGICAS DA TRANSMISSÃO

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IV

B ASES FISIOLÓGICAS

TRANSMISSÃO

PARTE

CAPÍTULO 1

DA

O Sistema Nervoso Central

1.

Constituição básica: cérebro e medula espinhal (proteção: barreira hematoencefálica).

2.

Função: controle do corpo.

3.

Organização do cérebro: em células chamadas neurônios.

4.

Funções dos neurônios: sensorial, motora e interneural.

5.

Classificação dos neurônios: quanto à função, localização e identidade do neurotransmissor ou de transmissores que sintetizam e liberam.

6.

Estrutura: a. Corpo celular: núcleo grande, quantidades elevadas de retículo endoplasmático rugoso e liso. b. Axônios: distantes do corpo celular. c. Dendritos: próximos do corpo celular.

7.

Sinapses: locais de comunicação interneural.

8.

Células de apoio: macróglias, micróglias, célula dos elementos vasculares e meninges: a. Macróglias (mais abundantes): constituídas por:

9.

i.

Astrócitos: localizadas entre a vasculatura e os neurônios. Responsáveis pelo suprimento de energia e remoção de secreção de neurotransmissores.

ii.

Oligodendróglias: produtoras de mielina, responsável por isolar bioeletricamente o axônio, acelerando a velocidade de condução axonal.

 

PARTE V - DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

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PARTE

V

D ROGAS QUE A TUAM

N ERVOSO C ENTRAL

CAPÍTULO 1

NO

S ISTEMA

Ações de fármacos no Sistema

Nervoso Central

1.

Definição: os fármacos atuam modificando a transmissão central (sinapses), desencadeando respostas, terapêuticas ou não, que interferem no comportamento humano. Em sentido mais amplo, notadamente quanto à temática de drogas de abuso, podem ser relacionados como drogas psicotrópicas (ver

Parte I – Farmacologia geral).

2.

Classificação: é baseada nos mecanismos primários de ação: a. Gerais, não específicos ou inespecíficos: i.

Estimulantes inespecíficos: realizam potente excitação por meio do bloqueio da inibição ou por induzir a excitação neuronial direta

(aumento da liberação do neurotransmissor, prolongamento da ação do neurotransmissor, redução do tempo de recuperação sináptica). Ex.: pentilenotetrazol e metilxantinas (promove elevação do

AMPc e, consequentemente, do ATP, além de bloquear a inibição pós e pré-sináptica).

ii.

Depressores inespecíficos: deprimem o tecido excitável em todos os níveis do SNC, diminuindo as quantidades do neurotransmissor liberado pelo impulso nervoso, promovendo a depressão geral da resposta pós-sináptica e do movimento iônico. Ex.: anestésicos voláteis e alcoóis alifáticos.

 

PARTE VI - FARMACOGNOSIA

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PARTE

VI

FARMACOGNOSIA

CAPÍTULO 1

Introdução à farmacognosia

1.

Definição: ciência que estuda as plantas medicinais e suas propriedades.

2.

Origem: da Materia Medica, especialidade que reunia todo o conhecimento sobre medicamentos e a forma de emprego e cujo principal expoente foi o

Grego Dioscorides.

3.

Utilização dos produtos naturais: a. Natural ou in natura. b. Extratos cujos princípios ativos são chamados de agentes terapêuticos ou princípios ativos.

4.

Especialização: com o maior conhecimento sobre os medicamentos, houve a necessidade de se especializarem as disciplinas. No início do século XIX, surge a farmacologia (estudo da ação dos medicamentos) e farmacognosia

(estudo de outros aspectos).

5.

Passado recente: no fim do século XIX, com o surgimento das técnicas de síntese orgânica, tem início a química farmacêutica. Assim, a farmacognosia

é deixada como um ramo exclusivo de estudo dos produtos naturais e deixada praticamente em “segundo plano”.

6.

Situação atual: vinculação entre química farmacêutica e a farmacognosia.

 

PARTE VII - TOXICOLOGIA

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PARTE

VII

TOXICOLOGIA

CAPÍTULO 1

1.

Introdução à toxicologia

Origem: remota. Conhecimento sobre efeitos tóxicos e venenosos (venenos de animais e plantas tóxicas) data da antiguidade. É uma antiga ciência prática: a. Papiro de Ebers: origem egípcia. É um dos documentos mais antigos

(1500 a.C.) – lista de cerca de 800 princípios ativos. b. Paracelsus (1493-1541) – desenvolveu estudos envolvendo a farmacologia e a toxicologia (“todas as substâncias são venenosas, a dose correta diferencia o veneno do remédio”). c. Mathieu Orfila (1787-1853) – tratado de toxicologia. Início da toxicologia forense. d. Ehrlich (1854-1915) – estudos da toxicocinética e toxicodinâmica.

A partir do século XX, a evolução da síntese orgânica, bem como a produção de vários novos compostos (medicamentos, flavorizantes, agrotóxicos etc.), promove a elevação dos casos de intoxicação. Este fato estimulou o crescimento da toxicologia que deixa, então, de ser uma ciência demasiadamente vinculada à área forense, passando a priorizar a avaliação da segurança e risco do emprego de substâncias químicas, bem como a aplicação de resultados obtidos em estudos toxicológicos no controle regulatório de agentes químicos, sobretudo em alimentos, ambiente e local de trabalho, formando a toxicologia contemporânea (considerada ciência social – estudo de maneiras seguras de se expor a substâncias químicas).

 

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