A ciência do desenvolvimento humano: tendências atuais e perspectivas futuras

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1. A ciência do desenvolvimento humano: uma perspectiva interdisciplinar

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A ciência do desenvolvimento humano: uma perspectiva interdisciplinar

Cristiana de Campos Aspesi

Maria Auxiliadora Dessen

Jane Farias Chagas

O início do novo milênio tem se caracterizado por um período de transição, com rupturas em estruturas sociais, flutuações em níveis de recursos econômicos, afloramento de tecnologias genéticas, imigração global, acesso rápido a informações, relacionamento virtual, emergência de questões ecológicas como a degradação e a preservação ambiental, dentre outros fenômenos. Esses fatos têm gerado crises e inconstância sem precedentes históricos (Giddens, 2000; Shanahan et al., 2000;

Stern, 2000).

Paralelamente, na prática científica, vivemos um momento de rupturas paradigmáticas, em que vemos emergir a relevância do contexto social na investigação dos fenômenos. No caso do desenvolvimento humano, o contexto serve como tela de fundo para se compreender a contínua interação entre as mudanças que ocorrem no organismo e no seu ambiente imediato. O contexto refere-se às condições de vida, aos sistemas sócio-histórico-culturais, ao ambiente físico e de pessoas que compõem o cenário no qual se insere o sistema indivíduo-ambiente em desenvolvimento (Cohen e Siegel, 1991). Fatores relacionados à idade, ao gênero, ao estágio de vida,

 

2. Métodos de pesquisa em psicologia do desenvolvimento: o que é relevante considerar?

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A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

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Métodos de pesquisa em psicologia do desenvolvimento: o que é relevante considerar?

Denise de Souza Fleith

Áderson Luiz Costa Junior

Como podemos conhecer o processo de desenvolvimento humano e as variáveis intervenientes sobre a maturação biológica, a personalidade, a aprendizagem, a inteligência, de modo a construir um corpo consistente de conhecimento aplicável às diversas áreas da psicologia? Qualquer resposta aceitável passará pelo caminho da pesquisa científica, que consiste em um conjunto de procedimentos formais, sistemáticos e controlados, com o objetivo de obter respostas para questões em um determinado campo de conhecimento. Em psicologia do desenvolvimento, por exemplo, o conhecimento atual constitui os produtos dinâmicos, mutáveis, de mais de um século de pesquisas científicas (Markoni e Lakatos, 1985).

O objetivo deste capítulo é discutir alguns princípios básicos que o pesquisador em psicologia do desenvolvimento deve considerar para a geração e a compreensão do conhecimento científico. Inicialmente, são apresentadas informações sobre a variabilidade de métodos de pesquisa disponíveis em psicologia do desenvolvimento. A seguir, discute-se o que é necessário saber para compreender o conhecimento nessa área. Nessa mesma seção, encontra-se uma breve discussão sobre o conceito e a função das teorias, bem como uma análise das diferenças entre os métodos de pesquisa quantitativo e qualitativo, desfazendo mitos acerca de cada um. A seção seguinte retrata algumas questões práticas envolvidas no planejamento

 

3. A natureza do desenvolvimento humano: contribuições das teorias biológicas

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A natureza do desenvolvimento humano: contribuições das teorias biológicas

Fabiana Vieira Gauy

Áderson Luiz Costa Junior

Apesar de o interesse por desvendar os aspectos mais subjetivos da natureza humana datar da Antigüidade, a dicotomia entre elementos herdados e adquiridos do comportamento humano constitui um tema não só atual como ainda polêmico. As contribuições da genética e das ciências sociais, particularmente nas últimas décadas do século XX, auxiliaram a compreensão, mesmo que parcial, de inúmeras variáveis que interferem sobre os processos de aquisição e manutenção de comportamentos e que, conseqüentemente, medeiam o desenvolvimento humano, tais como traços de personalidade e características atribuídas ao temperamento, contextos ambientais relevantes e fatores de risco ambiental (Bronfenbrenner, 1977, 1988;

Bronfenbrenner e Ceci, 1994; Horowitz, 1987;

Plomin, 2000; Plomin e Daniels, 1987; Rutter et al., 1999a, 1999b).

Este capítulo apresenta as contribuições teóricas que enfatizam a natureza biológica do desenvolvimento, representadas pelas teorias do desenvolvimento humano e por estudos de genética comportamental, quantitativa e molecular. O texto discute, também, as relações que se estabelecem entre organismos e configurações de ambiente, destacando as implicações científicas dessas relações para a compreensão do processo de desenvolvimento humano e para o surgimento de quadros psicopatológicos e transtornos de comportamento em geral. A primeira seção apresenta os pressupostos básicos das teorias maturacionais, cognitivas, da apren-

 

4. O modelo bioecológico de Bronfenbrenner: contribuições para o desenvolvimento humano

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A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

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O modelo bioecológico de Bronfenbrenner: contribuições para o desenvolvimento humano

Ana da Costa Polonia

Maria Auxiliadora Dessen

Nara Liana Pereira Silva

Desde a sua proposição, em meados da década de 1950, o modelo bioecológico proposto por Bronfenbrenner (1977, 1979/1996,

1988, 1992, 1994, 1999) seguiu uma trajetória pautada por mudanças em alguns conceitos e pela ampliação da concepção de ecologia do desenvolvimento humano. Bronfenbrenner

(1999) distingue dois períodos que sinalizam tais mudanças: o primeiro, com a publicação de A ecologia do desenvolvimento humano, em

1979,1 e o segundo, caracterizado por uma série de trabalhos científicos que resgatam o modelo original, incorporando os seus componentes aos novos elementos. Esta estrutura mais complexa e dinâmica foi sintetizada por ele, no capítulo de livro intitulado Ambientes na perspectiva do desenvolvimento: modelos teóricos e operacionais (Bronfenbrenner, 1999).

Aqui, enfocamos, primeiramente, os conceitos básicos que estruturam o modelo ecológico inicialmente proposto por Bronfenbrenner e, em seguida, destacamos as principais alterações e atualizações incorporadas ao modelo, sob a ótica bioecológica, na tentativa de res-

 

5. Construindo com o outro: uma perspectiva sociocultural construtivista do desenvolvimento humano

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DESSEN & COSTA JUNIOR

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Construindo com o outro: uma perspectiva sociocultural construtivista do desenvolvimento humano1

Ana Flávia do Amaral Madureira

Ângela M. C. Uchôa de Abreu Branco

O presente capítulo tem como objetivos:

(a) discutir o que vem a ser a perspectiva sociocultural construtivista e seus pressupostos epistemológicos no estudo do desenvolvimento humano; (b) analisar algumas das temáticas importantes abordadas por essa perspectiva teórica, como cultura e desenvolvimento, e a relação entre linguagem enquanto sistema simbólico e funcionamento psicológico, e (c) apontar alguns dos desafios teóricos e metodológicos no estudo do desenvolvimento humano.

Este capítulo é, portanto, uma introdução, um convite a um aprofundamento posterior. Mais do que apresentar a perspectiva sociocultural construtivista (ou co-construtivista, como alguns ainda a caracterizam), procuramos discutir temáticas complexas intrinsecamente relacionadas a essa perspectiva, bem como apresentar alguns dos desafios presentes no estudo do desenvolvimento humano.

 

6. A família e suas inter-relações com o desenvolvimento humano

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A família e suas inter-relações com o desenvolvimento humano1

Maria Auxiliadora Dessen

Marcela Pereira Braz

A psicologia da família é uma área de conhecimento que trata da relação que cada um de seus membros estabelece, individualmente, com os demais integrantes de uma mesma família, enquanto a sociologia e a terapia familiares focalizam a família como unidade ou sistema, indo além das interações individuais entre os membros familiares (L’Abate, 1994).

Por se tratar de um campo relativamente novo de pesquisa, falta à área da psicologia da família sistematização teórica e definição clara de seu campo de estudo (Petzold, 1996), apesar dos avanços ocorridos nos últimos 10 anos e dos esforços dos pesquisadores, sobretudo daqueles que estudam a família sob a ótica do desenvolvimento humano. E é para essa perspectiva que voltamos a nossa atenção neste capítulo, isto é, para questões relativas à família no contexto do desenvolvimento.

Estudar a família é uma tarefa difícil, tendo em vista a complexidade que a envolve. A família é um sistema complexo, composto por subsistemas integrados e interdependentes, que

 

7. As relações maritais e sua influência nas relações parentais: implicações para o desenvolvimento da criança

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As relações maritais e sua influência nas relações parentais: implicações para o desenvolvimento da criança1

Maria Auxiliadora Dessen

Marcela Pereira Braz

Por ser a família um sistema complexo composto por vários subsistemas que influenciam uns aos outros, a compreensão de sua dinâmica requer que os pesquisadores focalizem a interrelação entre os subsistemas marido-esposa e genitores-criança (Burgess, 1926; Cicirelli,

1994; Dessen, 1997; Feiring e Lewis, 1978;

Kreppner, 1992, 2000; Minuchin, 1985, 1988;

Radke-Yarrow et al., 1988; Sroufe e Fleeson,

1988; Stevenson-Hinde, 1988). A idéia de que a relação conjugal influencia a relação parental e que ambas influenciam o desenvolvimento infantil vem sendo amplamente difundida, particularmente a partir de 1980, com os estudos de

Belsky (1981, 1984) e Goldberg e Easterbrooks

(1984). Recentemente, vários outros estudos têm se dedicado a mostrar tais influências (por exemplo, Collins et al., 2000; Deal et al., 1999;

Erel e Burman, 1995).

 

8. Intervenção precoce e família: contribuições do modelo bioecológico de Bronfenbrenner

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Intervenção precoce e família: contribuições do modelo bioecológico de Bronfenbrenner

Nara Liana Pereira Silva

Maria Auxiliadora Dessen

Os pesquisadores da área de desenvolvimento humano têm reconhecido a necessidade de estudar os processos que ocorrem não somente em um, mas entre dois ou mais microssistemas em que a criança está inserida ou que esteja em contato (Bronfenbrenner e Ceci,

1994). A família é considerada o microssistema mais importante, embora os demais (escola, trabalho dos pais, outros) também tenham uma influência primordial no desenvolvimento da criança. Quando a criança apresenta algum tipo de deficiência, a família passa a exercer um papel mais preponderante ainda, particularmente no que tange aos cuidados dispensados à criança, incluindo os procedimentos de estimulação precoce (Pereira-Silva e Dessen, 2001). Nesse contexto, os programas de intervenção podem favorecer um desenvolvimento mais saudável e adequado das crianças em situação de risco ou com atraso no desenvolvimento se houver a participação e o envolvimento da família.

 

9. Psicologia da saúde e desenvolvimento humano: o estudo do enfrentamento em crianças com câncer e expostas a procedimentos médicos invasivos

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Psicologia da saúde e desenvolvimento humano: o estudo do enfrentamento em crianças com câncer e expostas a procedimentos médicos invasivos

Áderson Luiz Costa Junior

Podemos observar, nas últimas décadas, um movimento científico crescente e significativo pela vinculação formal e pelo reconhecimento da psicologia ao campo da saúde. Nesse sentido, a psicologia da saúde, como área de conhecimento, representa uma proposta teórico-metodológica que prioriza a promoção de repertórios de comportamento voltados para a saúde enquanto fenômeno social, como uma forma de garantir a continuidade do processo de desenvolvimento humano, individual e coletivo (Matarazzo, 1980). Este capítulo traça um perfil filosófico da psicologia da saúde, apresentando a psico-oncologia pediátrica como um campo de atuação da psicologia da saúde, preocupada com a influência de variáveis psicossociais sobre o desenvolvimento e o tratamento do câncer em crianças. Primeiramente, apresentamos os objetivos da psicologia da saúde e sua interface com a psicologia do desenvolvimento. São discutidos e analisados os modelos teóricos comportamental e cognitivo de enfrentamento, com ênfase nas estratégias adotadas por crianças quando expostas a procedimentos médicos invasivos. Por fim, discutimos as implicações científicas e profissionais dos estudos em psico-oncologia para o aprimoramento das intervenções em psicolo-

 

10. A ciência do desenvolvimento humano e suas interfaces com a educação

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A ciência do desenvolvimento humano e suas interfaces com a educação

Ana da Costa Polonia

Sylvia Regina Carmo Magalhães Senna

A ciência do desenvolvimento humano enfatiza as mudanças sistemáticas e sucessivas da pessoa na sua trajetória de vida, identificando os aspectos normativos e atípicos do desenvolvimento e correlacionando-os aos ambientes físicos e sociais onde a pessoa está inserida (Little, 2000). Essa ciência representa a síntese que dirige as pesquisas nas disciplinas sociais, psicológicas e biocomportamentais, propondo orientações gerais que preservam o aspecto dinâmico dos processos de desenvolvimento humano, levando em consideração os elementos temporais, os níveis de análise e os contextos (Cairns et al., 1996). Por se tratar de uma ciência interdisciplinar, mantém interfaces com vários campos de conhecimentos, especialmente com a biologia, a sociologia e a antropologia, conforme descrito no

Capítulo 1.

A educação é uma das áreas que têm se beneficiado do conhecimento produzido por esta ciência do desenvolvimento, utilizando-se freqüentemente de seus avanços para compreender, estruturar, realizar intervenções e fomentar metodologias de ensino que promovam efetivamente os processos de aprendizagem no

 

11. A relação entre criatividade e desenvolvimento: uma visão sistêmica

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A relação entre criatividade e desenvolvimento: uma visão sistêmica

Jane Farias Chagas

Cristiana de Campos Aspesi

Denise de Souza Fleith

Novos desafios impõem-se ao ser humano neste milênio que se inicia. Como conseqüência, torna-se cada vez mais importante o desenvolvimento do potencial humano por meio da criatividade. Como bem assinala

Novaes (1999),

vida adulta, uma vez que é um período que se caracteriza pela exploração do ambiente e descoberta de princípios que governam o mundo.

Ele afirma que:

consideradas as rápidas mudanças socioculturais, os velozes avanços tecnológicos, as turbulências econômicas, o desordenamento institucional, a banalização da vida humana, o declínio dos valores morais, a corrosão da legitimidade dos saberes, os fenômenos de globalização, a complexidade dos sistemas e os meios de comunicação, cresce cada vez mais a responsabilidade das sociedades com o desenvolvimento das potencialidades humanas

às vésperas de um novo milênio. (p. 41)

Se, em tenra idade, as crianças têm a oportunidade de descobrir muito sobre seu mundo e de fazer isso de maneira confortável, exploradora, elas acumularão um inestimável “capital de criatividade”, do qual irão se valer mais tarde na vida. Se, por outro lado, as crianças são privadas dessas atividades de descoberta, direcionadas apenas para uma única direção, ou sobrecarregadas com a visão de que existe somente uma resposta correta, ou que as respostas corretas devem ser apresentadas apenas por aqueles que detêm a autoridade, as chances de elas criarem por si só ficarão significativamente reduzidas. (p. 31)

 

12. Compreendendo a agressão na perspectiva do desenvolvimento humano

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Compreendendo a agressão na perspectiva do desenvolvimento humano1

Adriane Szelbracikowski

Maria Auxiliadora Dessen

O crescente aumento da delinqüência juvenil e da violência nos vários níveis socioeconômicos, tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento, requer um esforço concentrado de pesquisadores de diferentes áreas na busca pela compreensão das origens e do desenvolvimento do comportamento agressivo. A compreensão das origens e dos possíveis fatores associados ao surgimento e à manutenção da agressão em muito contribuiria para as tentativas de controle e de redução de tal comportamento, considerado um dos males das sociedades ocidentais contemporâneas. Foi pensando na importância desse tema para o desenvolvimento e o bem-estar do ser humano que nos propusemos, neste capítulo, a discutir alguns aspectos relacionados à agressão, visando estimular estudantes e pesquisadores de psicologia do desenvolvimento e de áreas afins a concentrarem esforços em investigações interdisciplinares sobre o tema. Este capítulo não apresenta uma revisão bibliográfica exaustiva acerca das pesquisas sobre agressividade, mas descreve, sucintamente, o processo de desenvolvimento da agressão à luz das contribuições da psicologia do desenvolvimento.

 

13. A compreensão da moralidade: contribuições teóricas da psicologia do desenvolvimento

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A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

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A compreensão da moralidade: contribuições teóricas da psicologia do desenvolvimento

Ana Valéria Marques Fortes Lustosa

Em todas as sociedades, das mais simples ou primitivas às mais complexas, observa-se a existência de sistemas morais cujas especificidades podem ser atribuídas às diferenças culturais manifestadas entre as sociedades, à variabilidade de organização de grupos e classes sociais dentro de uma mesma sociedade e às vicissitudes da concepção filosófica da natureza humana que norteiam o convívio entre os indivíduos.

A velocidade das mudanças impostas às sociedades contemporâneas, principalmente no que se refere às questões morais e éticas, tornam o estudo da moral um tema relevante e atual para a compreensão do desenvolvimento humano. Um dos aspectos essenciais da moral, a pró-sociabilidade, é construída durante o processo de socialização e representa um campo promissor de pesquisa em ciências sociais.

Este capítulo não pretende apresentar uma revisão teórica exaustiva acerca do processo de desenvolvimento moral, mas, sim, descrever, sucintamente, o desenvolvimento moral diferenciando-o do desenvolvimento moral pró-social. As principais abordagens teóricas que tratam do desenvolvimento moral e do desenvolvimento moral pró-social, no contexto da psicologia, são discutidas de forma a subsidiar questões relevantes de pesquisa e de intervenção, dada a importância da compreensão deste tema para as sociedades contemporâneas.

 

14. Construindo uma ciência do desenvolvimento humano: passado, presente e futuro

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DESSEN & COSTA JUNIOR

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Construindo uma ciência do desenvolvimento humano: passado, presente e futuro1

Maria Auxiliadora Dessen

Uma ciência que se propõe a investigar os processos de mudança e de estabilidade no decorrer do ciclo de vida do indivíduo (ver

Capítulo 1) necessita de modelos teóricos e métodos de coleta de dados mais compatíveis com seus próprios objetivos do que aqueles propostos pelo paradigma positivista. Os modelos teóricos que eram adequados como referenciais para a psicologia do desenvolvimento no passado, não se mostram mais satisfatórios para tratar de questões da vida moderna. Para compreendermos, por exemplo, a tentativa de conciliar os avanços rápidos do mundo do trabalho e o desejo de sucesso profissional com as demandas familiares e a necessidade de intimidade e cumplicidade nas relações conjugais,

é preciso recorrer a modelos mais complexos que retratem a inter-relação entre os aspectos biológicos, sociais, culturais e históricos do desenvolvimento humano, englobando mais de um ambiente no qual o indivíduo participa (ver

 

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